Made in Britan

brexit

Texto por: Talita Guimarães, ativista do Conexões em Luta

Algo de muito preocupante acontece no interior da Inglaterra, um alerta para os próximos períodos desse segundo decênio do século XXI. A grande questão que fica é o por que desta decisão do Brexit? sair de um bloco que em termos econômicos não gerou nenhuma externalidade negativa para o desenvolvimento econômico dos países que compõe o Reino Unido ( Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales), seria um erro político? se está decisão tivesse partido de países como Espanha, Grécia, Itália e Portugal, seria uma saída justa e um apontamento para as limitações desse bloco econômico. Mas o que justifica a saída de um país que tem uma taxa de desemprego com um índice aproximado de 5%, tecnicamente avaliada como um país em pleno emprego, com grande poder de exportação e força econômica e política na UE?
Nas últimas eleições ocorridas no Reino Unido a questão da imigração e dissolução da União Européia tiveram um papel decisivo para o crescimento de partidos de extrema- direita, que atuam com agitação e propaganda do medo e aversão ao imigrante (sem distinção de origem) como uma forma de proteção e solução para o “mal” dos grandes problemas que afetam o restante do mundo.
Em seu recente livro, “A Europa a Deriva”, Zizek, destaca: não se pode deixar à extrema-direita o monopólio da proximidade das pessoas e da preocupação com a situação criada na Europa pelo enorme fluxo de refugiados. Este ponto parece decisivo para compreender o ocorrido nessa última consulta ao povo britânico, a máxima que não existe vácuo político está cada vez mais cristalizada na polarização de campos ideológicos .
O Reino Unido deixa a União Européia, não pelos motivos ruins desse bloco econômico, mas sim, pela questão mais genuína que essa agremiação de países europeus em tese tem a oferecer de lição para o mundo, o fim da barreira territorial entre os povos! Na prática pouco se avançou por motivos óbvios do próprio modo de produção vigente.
A crise econômica mundial revela na ideologia seu caráter na personificação das coisas e da retificação das pessoas, ou de uma outra forma, pela “personificação das coisas e coisificação das pessoas” essas prerrogativas elevadas ao clima político, foram parteiras dos acontecimentos mais aterrorizantes do século XX.

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