Poetizar a mercadoria

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Poema escrito por: Isabela Alves, estudante secundarista e parceira do Conexões em Luta.

Como poetizar a mercadoria
Essa filha primeira do capital
Como enxerga-lá fora da roda
Do sistema infernal

Como poetizar o proletário
Que foge todos os dias de casa
Que toca sua prole
Que vale viver

Como poetizar as insônias
Da devassa mulher nua
Que cria, cuida, cobre os filhos
Os úteros e os tapas

Como acreditar na utopia
Quando todo o crédito foi para os bancos
Quantos só o dinheiro é nuvem
Sol e todo

Como viver neste esmo
De lutar por um ideal
Ideal que não cobre gastos
Que não conscientiza
Que não gera

O derrotar do capital começa
Quando os Burgos internos se desmancharem
E pararmos de ver beleza em tanta agonia
Dos operários cotidianos

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