Geni

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Poema escrito por: Isabela Alves, estudante secundarista, militante e parceira do Conexões Em Luta.

E quem imaginou
Que naquela noite
Tudo iria mudar
Ela estava só
Somente
Olhava o reflexo
Quem era?
Puta
Vaca
Vagabunda
E nos dedos, uma faca
E na cabeça
Um escape
E nos dedos, uma agulha
E na cabeça
Um aborto
É uma vida!
Não! Eles diziam
Não! Gritavam sedentos
Na noite do ato
Foi tão mal comida
Matou a fome dele
Mas não estava satisfeita
E aquilo ali dentro
Nasceria em Geni!

Taca pedra na Geni!
Ela dá para qualquer um!
Maldita Geni!

Abaixou a calcinha
Os trapos da vida
A Geni dá para qualquer um!
E a agulha
Por entre as montanhas
Arrodeada de areia branca
Costurou
Um tremendo sangue!
Porra Geni!
Muito Sangue!
Alguém socorre a Geni!
Rápido! Rápido!

Prendam a Geni!
Assassina
Matem a Geni!
Não precisa…
Geni morreu na cama
Na agulha
Na lei
Na vida
Por que não gozou?
Por que não viveu?
Bom…
Ela dá para qualquer um!
Maldita Geni!

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