FOGO

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Poema escrito por: Isabela Alves, militante do coletivo Kizomba e parceira do Conexões em Luta

As paredes corroem
Os gritos profundos, de girar mundos
Abafados nos tijolos de sua autoria
No desenho geométrico
Todos os pedreiros, trabalhadores morrem
Destroem
Na realidade não se respira
Sobrevive-se a cada fechada de porta
A cada flor morta
No meio do caminho
Hoje os poetas lamentam
Os amores sofrem
De dor e ódio
Nunca se viu, dissesse por aí
Um movimento tão forte
Uma onda tão grande
Mas não importa
Os prédios do centro não caem
Lá! O silêncio vive
E as vozes de uma nação
Vira música, refrão , pagode
Menos o que é , mas o que é ?
Quando você for à festa do Pelô
Lembre-se de que toda revolução parte
Do sangue vermelho, do país inteiro
Do inferno para céu …
O anjo está caído
Mas não fazemos santos
Secam-se os prantos
Ateia-se fogo

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