Governo Temer entrega Brasil aos banqueiros e empresários

Traduzido de teleSUR

A revelação de um documento denominado “Uma ponte para o futuro” gera suspeita à população brasileira que teme um revés da ascensão social e a eliminação dos ganhos alcançados nos mais de 13 anos de governo popular.

temer

Com a nomeação do economista Illan Goldfajn como presidente do Banco Central do Brasil fica evidente a intenção do presidente interino brasileiro, Michel Temer, de entregar as rendas do país aos empresários e banqueiros.

Em uma reportagem especial transmitida durante o programa Impacto Económico, da teleSUR, na qual foi analisada a nomeação para os gabinetes, pode-se ver que parte do novo ministério é encabeçada por figuras da política econômica vinculadas aos Estados Unidos.

Goldfajn é uma mostra disso. Seu currículo inclui participação como chefe e sócio do Itaú Unibanco, a entidade mais poderosa do país, além disso, trabalhou entre 1996 e 1999 no Fundo Monetário Internacional (FMI) e é consultor da instituição.

Sua nomeação serviu como aviso para a população, pois revela o propósito claro da reestruturação dos ministérios: trocar completamente a forma de governo popular para um que traga maior benefício para o setor empresarial.

À nova composição do Estado soma-se Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco de Boston, bem relacionado com Wall Street, como novo ministro da Fazenda; além dele, José Serra fica à frente do Ministério das Relações Exteriores.

Serra, conhecido por seu ferrenho pensamento neoliberal, junto a Meirelles têm vínculos em linha com interesses estadunidenses e é apontado pelo Wikileaks por manter diálogo constante nas transações petrolíferas, em especial com a Chevron, que tem em sua mira o petróleo brasileiro.

A lista se completa com Geddel Vieira Lima, ministro-chefe da Secretaria de Governo, e Blairo Maggi, ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, sendo o último conhecido proprietário de terras, chamado como o Rei da Soja e apontado como responsável pelo desmatamento da Amazônia.

Maggi promove um projeto de lei que busca minimizar as licenças ambientais necessárias para que aconteçam obras.

Temer prometeu um governo que impulsionasse a economia e que castigasse os responsáveis no caso de corrupção da Lava Jato, que investiga dois de seus ministros.

No mais, a imprensa local mostra que sua gestão aponta para uma redução de benefícios, maior participação estrangeira, diminuição da ascensão social, entre outras ações da “Uma ponte para o futuro”, um plano econômico que deixará para trás o modelo com viés social utilizado desde 2003.

O projeto contempla uma revisão do “Minha Casa Minha Vida”, um programa habitacional que em sua primeira etapa construiu 1 milhão de casas e que em sua segunda etapa prevê 2,5 milhões.

Além disso, promove a eliminação das universidades públicas e a indexação de salários e benefícios, e também a concessão de mais espaço ao setor privado na exploração do petróleo.

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